domingo, 3 de maio de 2015

Now Time

Nossa! Que saudade de escrever!!! Minha última postagem foi no ano passado...passado...que sugestivo! Nada disso, passado é passado, se foi, não volta.
Falar sobre o futuro? Como falar de algo que não aconteceu? Acho que até Deus escreve nossa história dia a dia.
Sobra o agora, isso mesmo, a vida acontece "now time"!
Então vamos dar uma volta na vida pra ver o que ela oferece?
Tanta gente aí esperando ansiosamente para ver o que a vida oferece, só que não sai de casa, e quando sai, não tem o olhar curioso nem o espírito aberto para receber o que ela traz.
Infelizmente, já não caminhamos pela rua, a não ser num ritmo acelerado, com trajeto definido ou com o intuito de queimar calorias. Buscamos o  melhor condicionamento físico, o que é um belo hábito, mas, flanar, não flanamos mais. As ruas estão esburacadas, o trânsito barulhento e selvagem.
Penso que mesmo com todos inconvenientes, é preciso dar uma chance à vida, assim colocando-nos à disposição para que ela nos surpreenda.
Ao sair sem pressa, percebemos a gentileza de onde não se espera, de um desconhecido no trânsito ou na fila de um supermercado. É assim que acontece o tempo todo, quando estamos receptivos e sem pressa.
Um novo amor pode surgir de uma caminhada tranquila numa rua qualquer. Uma nova proposta de trabalho surge de um esbarrão de um ex-chefe e mudar tua vida num piscar de olhos. Reencontrar pessoas que há muito tempo não víamos e de repente resgatamos laços maravilhosos.
Na rua, vimos a moda, um jeito de se vestir único. Conversas com pessoas desconhecidas numa fila de espera, que no passar de minutos percebemos algo em comum.
Aceitamos folhetos na rua, mesmo sem ler e jogamos no lixo, e não no chão, somente para fazer jus ao trabalho honesto de quem entrega.
Bate de novo a vontade de ter um cachorro, mesmo que ele destrua as tão amadas plantas.
Observamos fachadas de casarões antigos e pensamos o quanto legal seria este cenário para fotos de uma amiga que se descobriu recentemente apaixonada por fotografia. Passamos por uma livraria e damos uma olhadinha num livro que nos seduz.
Se continuasse apenas pensando, sem dar uma chance à vida, nada disso aconteceria.

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